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UC Riverside cria robô para mapear água nos pomares. Veja como ele protege sua produção. A tecnologia identifica a necessidade de cada árvore, economizando recursos e evitando desperdícios

A professional agricultural researcher interacting with a robotic sensor system in a dry, sun-drenched orchard to monitor soil moisture.

Pesquisadores da UC Riverside desenvolveram um sistema robótico que mapeia a umidade do solo árvore por árvore. Essa inovação permite que produtores de frutas usem apenas a água necessária, prevenindo o estresse das plantas e reduzindo a poluição de lençóis freáticos por excesso de fertilizantes.

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Pesquisadores da UC Riverside desenvolveram um sistema robótico que utiliza condutividade elétrica e sensores de umidade para criar mapas detalhados da distribuição de água em pomares. A tecnologia permite identificar a necessidade hídrica de cada árvore individualmente, substituindo o método de estimativa por dados precisos.

A solução resolve um problema crítico para a agricultura moderna. Atualmente, muitos produtores dependem de sensores enterrados em pontos fixos, o que gera uma visão limitada do campo. Como a textura do solo varia drasticamente — solos arenosos drenam rápido enquanto solos finos retêm água — uma árvore pode estar seca enquanto a vizinha está encharcada. O novo sistema mapeia essas variações ponto a ponto.

O robô funciona através de medições de condutividade elétrica. O dispositivo percorre o pomar medindo quão facilmente a eletricidade atravessa o solo, um dado influenciado pela umidade, sais e argila. Ao cruzar esses dados com leituras de sensores de umidade fixos, o modelo estatístico prevê o conteúdo de água em toda a área.

Você pode otimizar o uso de recursos e proteger a saúde das plantas. Manter o nível correto de umidade é essencial, pois o excesso pode privar as raízes de oxigênio, enquanto a falta as torna vulneráveis a pragas. Com o mapeamento preciso, os produtores podem:

  • Economizar água em regiões com escassez e custos crescentes;
  • Reduzir a poluição de lençóis freáticos, evitando que nutrientes lixiviem para fora da zona de raízes;
  • Aumentar a produtividade ao garantir que cada planta receba exatamente o que precisa.

O projeto é fruto de um longo desenvolvimento tecnológico. A pesquisa começou em 2019 e é liderada pelo professor Elia Scudiero, que estuda essa tecnologia há 15 anos. A equipe já registrou uma patente para garantir que o robô interaja com os sensores sem interferir nas medições.

O próximo passo envolve testes em larga escala. Embora validado em pomares de pesquisa, o objetivo agora é adaptar as máquinas para condições climáticas severas e diferentes tipos de culturas. A tecnologia promete garantir, como diz Scudiero, "More crop per drop!" (mais produção por gota), oferecendo uma rota sustentável para o futuro do agronegócio. Leia também: As abelhas mostram que o "insight" existe no mundo dos insetos. Entenda como isso muda sua visão sobre a inteligência animal.

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